Facebook Twitter YouTube RSS

CUT ES > ARTIGOS > GOVERNO PROVISÓRIO: SOMOS NÓS QUE VAMOS PAGAR O PACTO?

Governo provisório: Somos nós que vamos pagar o pacto?

Escrito por: Edson Wilson França

23/06/2016

A classe trabalhadora e os/as aposentados/as precisam, mais uma vez, unificar as forças em defesa das políticas e benefícios conquistados, ir à luta por seus direitos e não permitir retrocessos

Um novo tempo, porque não dizer tempos difíceis para trabalhadores/as, se apresenta com o governo provisório Temer(PMDB) que acaba de assumir o país. Pelos pronunciamentos iniciais já é possível vislumbrar quem é que vai pagar a conta do pacto. Possivelmente não retornaremos à realidade dos anos 60 e 70 com a ditadura, mas certamente voltaremos a conviver com a conhecida pauta neoliberal que tanto prejuízo trouxe à classe trabalhadora nos anos 90.

Privatização, terceirização, flexibilização da CLT, perda de benefícios, congelamento salarial, retrocesso social e mudanças na Previdência para pior voltarão a fazer parte do dia a dia dos/as trabalhadores/as.

Da forma como esse governo começa, cravado em vícios e corrupção e sem referendo do voto popular, comprometido com o empresariado e com a elite financeira brasileira, parece certo de como e para qual classe será prioritariamente implementada a política econômica.

Com grande base fisiológica no Congresso, simpatia empresarial, alinhamento do judiciário e tratamento carinhoso da mídia, tanto o governo provisório quanto às empresas terão ambiente favorável para propor mudanças, agredir movimentos sociais e sindicais, retirar direitos e benefícios dos trabalhadores e aposentados. Não será surpresa se voltarmos a ver as injustiças das demissões e inclusive os desrespeitos aos dirigentes sindicais, representantes legais da categoria.

Na economia não existem milagres e o cobertor sempre será curto: ou se cobre os pés (mais pobres) ou se opta por cobrir a cabeça (mais ricos). O que se vê embutido na plataforma da “ponte para o futuro” do governo provisório Temer é uma opção clara de diminuir gastos sociais e remanejar parte do orçamento para atender o capital, algo já praticado no passado quando se dizia que aumento de salário gerava inflação e se pegava dinheiro público, através do BNDES, e emprestava a grupos privados para comprar as empresas públicas (privatização).

Nessa linha, veremos mais uma rodada de dilapidação do patrimônio e das riquezas naturais do nosso país. Empresas do setor elétrico e saneamento, bancos públicos (Caixa Econômica, Banco do Brasil e Banestes) e Petrobras com o pré-sal serão colocados à venda a preço de banana e moeda podre como fizeram no governo do PSDB com a Escelsa, Vale do Rio Doce e CST, ampliando o desemprego, perdas de benefícios e direitos.

Os empresários e parte do setor econômico conservador afirma que é necessário aumentar a produtividade e a competitividade e diminuir os custos das empresas brasileiras, o que na prática para os trabalhadores significa trabalhar mais e ganhar menos.

A Fiesp disse que não pagaria o pato e vimos trabalhadores/as indo para as ruas defender os interesses dos patrões. E agora quem defenderá os interesses da peãozada?

A classe trabalhadora e os/as aposentados/as precisam, mais uma vez, unificar as forças em defesa das políticas e benefícios conquistados, ir à luta por seus direitos e não permitir retrocessos.

 

Edson Wilson França

Presidente Sinergia-ES

Mestre em Economia e pós-graduado em Gestão e Políticas Públicas

  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

TV CUT
Tutorial: Saiba como participar da campanha pela anulação da Reforma Trabalhista
Tutorial: Saiba como participar da campanha pela anulação da Reforma Trabalhista

#AnulaReforma

RÁDIO CUT

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES DO ESPÍRITO SANTO
Rua do Rosário, 21 – Escadaria | Centro | CEP 29016–100| Vitória| ES
Fone: (55 27) 3421.5757 / 5756 | www.cut-es.org.br| e-mail: secimprensa@cut-es.org.br